segunda-feira, 23 de março de 2015

Atividades p. 31 -8º ano




1.       Responda às questões a seguir.
2.       
a.      Explique a importância da pecuária para a expansão da América portuguesa.
A colonização portuguesa na América portuguesa caracterizou por ter se concentrado nas regiões costeiras. Uma das conseguências desse tipo de colonização foi a pulverização das áreas povoadas, sem integração entre elas. Quando as criações de gado começaram a se espalhar pelo interior da colônia, novas regiões chamadas de “sertões” começaram a ser colonizadas e povoadas. As atividades mineradoras intensificaram o processo de colonização do interior. Graças ao comércio de gado de gado surgiram diversos núcleos urbanos, rotas e estradas, que proporcionaram contato entre as regiões distantes e o enriquecimento de uma parte da população, em especial os fazendeiros e os comerciantes.
b.      Nos séculos Xvi e XVII, a pecuária tinha a mesma importância econômica que nos dias de hoje? Justifique.
Não. Nos século XVI e XVII, a principal atividade econômica do Brasil era a venda de açúcar para o mercado internacional. A criação de gado bovino era uma atividade secundária, que servia de aporte para outras atividades produtoras e garantia a subsistência dos colonos. Atualmente, a pecuária é uma das principais atividades econômicas do Brasil. A exportação movimenta milhões de dólares ao ano.
c.      Atualmente, quais são as principais inovações tecnológicas utilizadas na pecuária bovina? Que benefícios elas trazem para os rebanhos?
Nos dias de hoje se empregam técnicas de melhoramento genético, inseminação artificial e monitoramento constante dos rebanhos por meio de chips eletrônicos. O melhoramento genético contribui para o aperfeiçoamento das raças e dos produtos derivados do gado bovino. Por exemplo, a seleção de determinadas características genéticas permite aos criadores escolherem o que desejam produzir no rebanho, como animais mais resistentes a doenças e com peso maior do que a média. O rastreamento é outra inovação que aumenta a qualidade e o preço da mercadoria. Com o rastreamento é possível identificar o paradeiros do animal e conhecer seu histórico de vacinação, bem como os tratamentos aos quais foi submetido.

3.      Descreva a pintura da fonte 1, destacando o papel do gado na cena
A imagem é um detalhe da representação de um engenho de açúcar no Nordeste , pintado pelo holandês Frans Post. Na cena, há duas construções. A da direita, um edifício de dói pavimentos e várias janelas, parece ser a fábrica do açúcar, na frente, há alguns feixes de cana espalhados no chão e um trabalhador negro puxando um carro de bois. A construção da esquerda, de um dos pavimentos, pode ser uma senzala ou uma espécie de depósito para armazenar produtos. Na frente, há também vários trabalhadores negros. O gado está a serviço da atividade principal, que é a produção de açúcar. Ele esta sendo utilizado como anima de tração.
4.      Observe o mapa da fonte 2 e identifique as principais áreas de criação de gado na colônia.
Terras do sul da colônia, áreas próximas à região mineradora de Mians gerais, Mato grosso, Goiás e áreas do Nordeste. O gado cumpriu um papel muito importante na comunicação entre as capitanias. Os caminhos comerciais traçados no mapa mostram a ligação das áreas açucareira e dos centros de criação de gado no Nordeste com as vilas mineiras; as trocas entre as áreas de pecuária e as de mineração de Goiás  e Mato Grosso; e as rotas ligando a produção bovina do sul às feiras de gado de São Paulo e os centros consumidores das vilas mineiras. A conclusão é que a criação de gado e de seus derivados contribuíram para romper o isolamento entre as capitanias e para ampliar o território da América portuguesa.

5.      Observe a fotografia da fonte 3 e responda.
a.      Quais são as conseguências da degradação dos solos para o meio ambiente?
Um solo degradado fica suscetível à ação dos ventos e das chuvas e pode sofrer grandes modificações. Os sedimentos que compõem o solo poder ser facilmente levados para o curso de rios e causar assoreamento e enchentes. Em regiões altas, a erosão pode provocar deslizamentos de terras e causar tragédias de grandes proporções. Além disso, pequenos organismos vivos como bactérias, insetos e minhocas, podem ser mortos, o que compromete a fertilidade do solo e a biodiversidade da região.
b.      De que forma a pecuária contribui para agravar o problema?
O pisoteio do gado destrói a forragem vegetal do solo, que fica exposto à ação dos ventos e da chuva. Além disso, o gado também pode compactar o solo, o que impede a absorção da água e dos nutrientes de forma adequada.
c.      Que soluções podem ser adotadas no manejo do rebanho bovino para minimizar os impactos ambientais no solo?
Quando se pratica a pecuária extensiva, pode–se incentivar o reflorestamento dos pastos, ação que auxilia a manter a cobertura vegetal dos campos, além de fornecer sombra para o rebanho em períodos de calor intenso. Também se pode aplicar a rotação de pastos, ou seja, o descanso dos campos por um determinado período, para que se recupere a cobertura vegetal.

6.      Analise a fonte 4 e responda.
a.      Que críticas aos rodeios são feitas por entidades de proteção aos animais?
Entidades de proteção aos animais, como a Uipa (União Internacional Protetora dos Animais) afirma que touros e cavalos sofrem maus-tratos nos rodeios. Nas provas de montaria, as coradas são amarrados na parte genital dos animais, parte bastante sensível, o que causa dor.
b.      Quais são os argumentos utilizados por pessoas que defendem os festejos?
Defensores afirmam que não há maus-tratos nos rodeios, especialmente no de Barretos, que possui grande público e r4epercussão internacional. Segundo o organizador do evento, foi criado um centro de estudos que avalia o comportamento dos animais antes durante e depois das provas. Além disso, é importante lembrar que muitas pessoas favoráveis à existência dos rodeios alegam que eles são práticas culturais tradicionais, que devem ser preservadas, e negócios rentáveis para as cidade que sediam os eventos

domingo, 22 de março de 2015

Atividades p. 26 – 8º ano



1.      Redija com as palavras abaixo, um pequeno texto sobre a crise da economia portuguesa no século XVI.
Monopólio, açúcar, holandeses, Antilhas, conselho Ultramarino, Companhia Geral de Comércio do Brasil, Companhia de Comércio do estado do Maranhão, Revolta de Beckman, Guerra dos Mascates.
 Em meados do século XVII, a produção açucareira nordestina passou a concorrer com o açúcar produzido nas Antilhas pelos holandeses, atingindo duramente a economia portuguesa. Para aumentar o controle sobre a colônia, a Coroa lusa criou, em 1642, o Conselho Ultramarino, que estabelecia o monopólio comercial sobre diversos produtos da colônia, como o tabaco. A metrópole criou, ainda, companhias de comércio, como a Companhia Geral de Comércio do Brasil (1649) e a Companhia do Estado do Maranhão (1682). O aumento do controle metropolitano na América portuguesa gerou uma série de revoltas, como a Revolta de Beckman e a Guerra dos Mascates.

2.       Responda ás questões sobre a revolta de Beckman e a Guerra dos masctes.
a.      Quando e onde ocorreram esses movimentos?  Revolta de Beckman: 1684 – 1695, Maranhão. Guerra dos Mascates: 1710 – 1711, Pernambuco
b.      Quais foram os grupos sociais envolvidos em cada movimento? Revolta Beckman: proprietários de terra do Maranhão, de um lado, e Coroa portuguesa, membros da Companhia Geral do comércio do Maranhão e jesuítas de outro. Guerra dos Mascates: proprietários de terra (fazendeiros) de Olinda, de um lado, e comerciantes de Recife de outro.
c.      Que interesses entraram em conflito? Revolta Beckman: os proprietários de terra exigiam o cumprimento do acordo feito pela Companhia de Comércio do Maranhão e afastar a influência jesuíta da região, enquanto a Coroa portuguesa visava manter a ordem. Guerra dos Mascates; os comerciantes de Recife exigiam participação no governo local e autonomia em relação a Olinda, enquanto os proprietários de Olinda desejavam manter seu domínio político sobre Recife.
d.      O domínio colonial português foi questionado em algum dos movimentos? Justifique. Não. No Maranhão, os revoltosos questionavam o monopólio da Companhia do Comércio do maranhão e a influência dos jesuítas. Em Pernambuco, as camadas dominantes de Olinda e de Recife lutavam pelo controle do poder político local. Entretanto, nenhum dos movimentos propôs a ruptura com Portugal.
Aplicar
Analise o documento a seguir sobre a situação da economia portuguesa no final do século XVII e responda ás questões.
A economia portuguesa dependia sobretudo da reexportação do açúcar e tabaco brasileiros, e da exportação dos produtos portugueses – sal, vinhos e frutas – para pagar as importações de cereais, tecidos e outros produtos manufaturados. O valor dessas exportações nunca foi suficiente para pagar o das importações; e a situação da balança de pagamentos portuguesa tornou-se cada vez mais crítica com o aparecimento da produção açucareira das Índias Orientais Inglesas e francesas que começou a competir com a brasileira, mais antiga.
Livro Projeto Araribá p. 26 – 3ª edição
a.      Qual era a situação econômica de Portugal na segunda metade do século XVII? Na segunda metade so século XVII, as finanças do estado português encontravam-se em profundo desquilíbrio, e uma grave crise econômica atingia a metrópole. A concorr~encia do açúcar produzido nas Antilhas diminuiu ainda mais o preço do produto no mercado. Além disso, o Estado assumiu muitas dívidas para financiar uma nobreza que vivia às custas da Coroa e uma numerosa burocracia. Também faltava pessoal técnicos, que poderia exercer atividades mais qualificadas na metrópole e minimizar a importância da exploração colonial. A situação agravava-se porque partes importantes do Império Português foram perdidas após o fim fa União Ibérica.
b.      Segundo o texto, quais eram os principais produtos importados e exportados por Portugal? Os principais produtos importados eram cereais, tecidos e produtos manufaturados. A metrópole exportava açúcar e tabaco, provenientes da colônia americana e sal, vinho e frutas do próprio território.
c.      Por que a metrópole não conseguia equilibrar sua balança comercial? O que contribuiu para o agravamento dessa situação?  Portugal não conseguia equilibrar sua balança comercial porque os valores dos produtos produzidos e cultivados no país eram inferiores aos dos produtos importados. Além disso, as quantidades comercializadas dos produtos portugueses não eram suficientes para compensar essa diferença de valores. De acordo com o autor do texto, a situação agravou-se porque a produção açucareira na Índias Orientais inglesas e francesas começou a competir com o açúcar produzido por Portugal em sua colônia na América.
d.      Cite algumas medidas tomadas pela Coroa portuguesa para reverter esse quadro de crise econômica. Para garantir seu lucros, a Coroa portuguesa uma série de reformas administrativas e reorganizou a exploração comercial da colônia. As principais medidas foram o aumento de impostos sobre os produtos importados e a proibição do comércio direto com os holandeses; a transação deveria passar, antes, pela metrópole.

Os Saltimbancos - Personagem p. 77 – 7º ano



            “Em geral, imaginamos a Idade Média como uma época sem diversão. A violência gerada pelas guerras e pelas invasões, a fortificação dos castelos, a existência de uma cavalaria sempre armada e a presença marcante da religião contribuem para reforçar essa visão. No entanto não era bem assim.
            Por volta do século XII, era comum encontrar nas cidades grupos de artistas ambulantes, os chamados saltimbancos. Os artistas, de carroça, se deslocavam de cidade em cidades carregando cenários, fantasias e histórias para alegrar os habitantes dos diferentes lugares por onde passavam.
            Os saltimbancos realizavam diferentes apresentações ao ar livre e para qualquer platéia. Além de atores, havia acrobatas, equilibristas, ilusionistas, mímicos, entre outros. Foram esses artistas que deram origem ao que conhecemos hoje como circo.
            A igreja tratava os saltimbancos como marginais e muitas vezes proibia suas apresentações. Para escapar das preseguições e não revelar suas verdadeiras identidades, os artistas geralmente utilizavam máscaras.
            No século XV, quando houve um movimento de valorização das artes em geral, esses artistas conquistaram um certo respeito social. Surgiram, então, casas de espetáculos e a platéia assistia em u local próprio.
Livro Projeto Araribá p. 77 3ª edição
1.     Quem eram os saltimbancos e quais eram sua atividades? Os saltimbancos medievais eram artistas de teatro ambulantes ( ou mambembes) que carregavam em suas carroças cenários, fantasias e histórias para divertir as pessoas dos diversos locais por onde passavam representando muitas vezes tragédias e comédias gregas.
2.     Por que o circo pode ser pensado como originário dos saltimbancos?  Além da própria ideia de ser itinerante – como são os circos –, dentre os atores saltimbancos também havia acrobatas, ilusionistas, equilibristas, entre outros personagens comuns nos circos atualmente.
3.     Qual era o problema existente entre os saltimbancos e a Igreja naquele período? Os artistas de hoje enfrentam problema semelhante com as Igrejas ou com outras instituições? Explique.  A igreja na Idade Média tratava os saltimbancos como marginais. Isto porque os temas dos espetáculos eram laicos, ou seja, estavam desvinculados dos ensinamentos cristãos, tão difundidos durante o período medieval.

A Escrita Digital - De olho no presente p. 41



A escrita na era digital
               A escrita tem cerca de 6 mil anos de idade e continua a se modificar. Atualmente, a prática da escrita sofreu grandes transformações com o uso do computador pessoal e da internet. Veja, a seguir, o trecho de uma entrevista com a pesquisadora argentina Emilia ferreiro sobre a escrita dos adolescentes na internet.
               “É uma transgressão, mas para isso é preciso conhecer algumas coisas da escrita. Porque afinal alguém tem que receber essa mensagem e ler, ou seja, é preciso dar pistas para der entendido. Um dado curioso é  que o uso generalizado da letra K nesse tipo de mensagem parece quase obrigatório. {...{ e também é um recurso das crianças nas fases iniciais de alfabetização. A letra K sempre tem o mesmo som, enquanto a letra C não é confiável, tem muitos sons diferentes. Então as crianças ficaram mais seguras usando o K.”
Livro didático Projeto Araribá p. 41 – 3º edição
Questões
1.      Para Emilia Ferreiro, p fato de a escrita dos adolescentes na internet ser uma “transgressão” significa que essa prática é negativa? Justifique. Não necessariamente. Ainda que a, linguagem dos adolescentes na internet tenha transgredido as regras da norma culta, isso só pode ser feito com certos conhecimentos de língua, o que fica expresso no uso generalizado da letra “K”. Dessa forma, pode-se concluir que a pesquisadora compreende a mudança como um processo que tem seu lado positivo, que é a capacidade humana de transformar a língua e adequá-la às características e necessidades de cada época. A língua, entendida como uma construção histórica, está permanentemente sujeita a apropriação, adaptação e simplificações, movimento que é difícil frear.
2.      Compare a função dos primeiros registros escritos de que se tem notícia com a escrita praticada pelos adolescentes na internet. Os primeiros registros que temos notícia eram usados na administração da cidades, como registro de impostos, do fluxo comercial, além de cálculos matemáticos. Os adolescentes de nossa época, quando escrevem na internet, procuram relatar experiências, trocar informações, marcar eventos ou simplesmente conversar.